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Autoprodução de energia: como funciona e quem ainda pode aderir ao modelo

5 de agosto de 2026

A autoprodução de energia voltou ao centro das discussões do setor elétrico após as mudanças regulatórias promovidas pela Lei nº 15.269/2025. Apesar das novas regras, o modelo continua sendo uma alternativa estratégica para empresas que buscam previsibilidade de custos, maior competitividade e participação direta na geração da própria energia.

Esse foi o tema do episódio do MegaWhat, que contou com a participação de André Breviglieri Almeida, gerente comercial da Echoenergia, e Hélio Rafael, diretor de vendas da companhia. Durante a conversa, eles explicaram como funciona a autoprodução de energia, quais modelos continuam disponíveis e para quais empresas essa modalidade ainda faz sentido.

O que é autoprodução de energia?

Na autoprodução de energia, a empresa deixa de ser apenas consumidora e passa a participar da geração da energia que utiliza. Dependendo do modelo escolhido, ela pode se tornar sócia de uma usina ou integrar um consórcio de autoprodução, compartilhando os benefícios e também as responsabilidades do empreendimento.

Segundo André Breviglieri, esse é um modelo que existe desde o início do Mercado Livre de Energia, mas que evoluiu para atender um número maior de consumidores. “A autoprodução nunca deixou de existir. O mercado foi se sofisticando, criando particularidades de contratos para atender diferentes perfis de clientes.”

Hoje, a modalidade não está restrita apenas aos grandes consumidores. Empresas de médio porte e determinados segmentos também podem aderir, desde que atendam às características previstas na regulamentação.

autoprodução de energia

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Quais são os modelos de autoprodução de energia?

Durante o episódio, André explicou que atualmente existem dois principais modelos.

Autoprodução por equiparação

Nesse formato, a empresa adquire participação societária na usina e passa efetivamente a ser sócia do empreendimento.

Após a atualização da legislação, esse modelo passou a exigir uma participação mínima de 30% no capital da usina, tornando-se mais adequado para empresas de maior porte e com elevada capacidade de investimento.

Autoprodução por arrendamento em consórcio

Já o modelo de arrendamento em consórcio amplia o acesso à autoprodução para empresas que possuem outro perfil de consumo e características tributárias específicas.

Nesse caso, diferentes empresas podem compartilhar a mesma usina, dividindo sua capacidade de geração por meio de um consórcio.

Segundo André, esse formato ganhou ainda mais relevância após as mudanças regulatórias. “O modelo de arrendamento é a onda da vez deste ano. Muitos clientes estão nos procurando para entender se faz sentido para o negócio deles.”

Quem ainda pode aderir à autoprodução de energia?

Uma das principais dúvidas do mercado é justamente quem ainda consegue acessar esse modelo após a nova legislação.

Para André Breviglieri, ainda existe um espaço significativo para novas adesões. “Ainda existe muito cliente que pode entrar neste modelo. É um modelo eficaz e faz muito sentido para muitos clientes.”

Na Echoenergia, o foco está principalmente em empresas com consumo mais elevado e que enxergam a energia como um insumo estratégico para o negócio.

Além disso, redes varejistas, supermercados e farmácias estão entre os perfis que podem encontrar vantagens no modelo de arrendamento em consórcio, especialmente quando possuem características tributárias compatíveis com essa estrutura.

autoprodução de energia

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Quais são os benefícios da autoprodução?

Durante a conversa, os executivos destacaram que a economia é apenas um dos fatores considerados pelas empresas.

Entre os principais benefícios estão:

– maior previsibilidade dos custos de energia;

– contratos de longo prazo;

– redução da exposição às oscilações do mercado;

– ganhos relacionados aos encargos setoriais previstos para o modelo;

– planejamento financeiro mais eficiente.

Segundo André, a previsibilidade é um dos fatores mais valorizados pelos clientes. “O cliente consegue ter uma visibilidade de mais longo prazo do quanto vai pagar pela energia e uma previsibilidade orçamentária muito maior.”

A autoprodução também envolve responsabilidades

Ao mesmo tempo em que oferece vantagens, a autoprodução exige uma visão estratégica de longo prazo.

Como o consumidor passa a participar da geração, ele também compartilha riscos relacionados ao empreendimento, como manutenções da usina, decisões societárias e aspectos regulatórios.

Hélio Rafael reforçou esse ponto durante o episódio. “O benefício existe, mas em contrapartida ele passa a ser sócio da usina. Os riscos associados ao empreendimento também passam a ser dos nossos clientes.”

Por isso, antes da contratação, a Echoenergia realiza análises técnicas, jurídicas, financeiras e de compliance para garantir que o modelo seja adequado para cada empresa.

Autoprodução de energia

Autoprodução de energia

O futuro da autoprodução de energia

Apesar das mudanças na legislação, a expectativa da Echoenergia é que a autoprodução continue crescendo, principalmente por meio dos modelos de arrendamento em consórcio.

Os executivos também destacaram que a expansão do Mercado Livre de Energia para novos consumidores deve abrir oportunidades para diferentes soluções energéticas nos próximos anos, tornando o mercado ainda mais diversificado.

Assista à entrevista completa

A conversa entre André Breviglieri, Hélio Rafael e a equipe do MegaWhat aprofunda os principais aspectos da autoprodução de energia, esclarece dúvidas frequentes sobre a legislação e apresenta exemplos práticos de como o modelo funciona na prática.

Assista ao episódio completo abaixo e entenda por que a autoprodução continua sendo uma alternativa estratégica para empresas que buscam maior competitividade no Mercado Livre de Energia.