

Dados da CNI mostram que mais de 40% das empresas de pequeno e médio porte que ainda não migraram desconhecem a possibilidade de adesão ao ambiente
A Echoenergia, plataforma de soluções energéticas do Grupo Equatorial, identifica nas pequenas e médias indústrias uma frente relevante de expansão do Mercado Livre de Energia, especialmente diante da necessidade crescente das empresas em controlar custos e ganhar previsibilidade. Dados da Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reforçam esse potencial: 42% das pequenas e 43% das médias empresas que ainda não migraram afirmam não saber qual é a possibilidade de adesão ao ambiente de contratação livre.
Para a Echoenergia, o dado evidencia que além da ampliação do acesso ao Mercado Livre, existe uma oportunidade de aproximar esses consumidores das alternativas disponíveis para a contratação de energia. Entender o perfil de consumo, os modelos de contratação e as condições do mercado pode ajudar as empresas a incorporar a gestão energética ao planejamento financeiro e operacional do negócio.
“As pequenas e médias indústrias representam uma oportunidade importante para a expansão do Mercado Livre de Energia. Existe ainda uma lacuna de informação sobre as possibilidades de migração, justamente em um momento em que as empresas estão buscando mais previsibilidade e competitividade. Nosso papel é ajudar esse consumidor a entender o mercado. É fundamental que a energia deixe de ser vista como uma despesa a ser paga pelos consumidores ao final do mês, e passe a fazer parte da estratégia do negócio”, afirma Hélio Rafael, diretor de Vendas da Echoenergia.
A experiência da companhia no segmento reforça esse potencial. A Echoenergia atua de forma integrada na geração e comercialização de energia renovável e possui mais de mil unidades consumidoras em sua carteira varejista, atendendo empresas de diferentes segmentos de atuação. Em 2025, foram 791 GWh fornecidos no ambiente varejista, volume 54,8% superior ao registrado no ano anterior.
“A decisão de migrar para o Mercado Livre não deve ser tomada olhando apenas para a possibilidade de redução da tarifa. Para uma indústria, energia também está relacionada à previsibilidade de custos, ao planejamento financeiro e à segurança para o crescimento. Quanto mais o consumidor conhece seu próprio perfil e as alternativas disponíveis, mais condições ele tem de tomar a melhor decisão para a competitividade do seu negócio”, complementa Hélio.
Energia ganha espaço nas decisões estratégicas das indústrias
A importância dessa gestão é reforçada pelos dados da CNI, que mostram que 79% das empresas utilizam a energia elétrica como principal fonte de energia. Para as indústrias de pequeno porte esse índice é ainda maior: 86% delas possuem a energia elétrica como principal insumo.
A pesquisa também apontou que 83% das empresas consideram o custo da eletricidade um fator importante para a competitividade. Além disso, 62% afirmaram ter registrado impacto da variação dos preços da energia elétrica sobre seus custos totais de produção nos últimos 12 meses.
Nesse cenário, o Mercado Livre aparece como uma alternativa para ampliar a autonomia das empresas na gestão de seus custos energéticos. Entre as companhias que já migraram para o ambiente, 73% afirmam ter reduzido seus custos com tarifas de energia elétrica, segundo a pesquisa da confederação.
Desde 2024, consumidores atendidos em alta tensão passaram a poder escolher seu fornecedor de energia, independentemente do porte da empresa. De acordo com a CNI, 41% das empresas pesquisadas afirmam ter migrado para o Mercado Livre desde então. A recente publicação do Decreto nº13.097/2026 tende a contribuir para o movimento de ampliação do acesso a consumidores de menor porte para esse ambiente.
Para a Echoenergia, essa expansão representa uma evolução no perfil dos consumidores e aumenta a demanda por soluções adequadas às diferentes realidades das empresas. “O mercado livre de energia traz muitos ganhos para os consumidores, desde a maior previsibilidade, competitividade até a possibilidade de descarbonização. E para que esse ambiente de livre contratação avance em nosso país a informação e orientação são fundamentais”, finaliza o diretor.


