Blog

Por que a previsibilidade nas empresas será essencial em 2026

30 de janeiro de 2026

O ano de 2026 consolida um cenário empresarial marcado por margens mais pressionadas, maior volatilidade de custos e necessidade de decisões cada vez mais estratégicas. 

Nesse contexto, a previsibilidade nas empresas deixa de ser apenas um conceito de boa gestão e passa a ser um elemento central para a saúde financeira, a competitividade e a sustentabilidade dos negócios.

Planejar deixou de ser apenas estimar números futuros. Hoje, previsibilidade significa antecipar cenários, reduzir exposições a riscos e estruturar o orçamento de forma que a empresa consiga atravessar o ano com mais estabilidade, mesmo diante de variações econômicas, regulatórias e operacionais.

 

Por que 2026 exige mais previsibilidade nas empresas

Em 2026, fatores como oscilações nos preços de insumos, energia e serviços, além de um ambiente econômico ainda instável, tornam o planejamento corporativo mais desafiador. Empresas que operam sem previsibilidade tendem a reagir de forma tardia às mudanças, comprometendo resultados e investimentos.

Por outro lado, organizações que estruturam seus processos de planejamento conseguem tomar decisões com antecedência, proteger margens e direcionar recursos de forma mais eficiente. A previsibilidade nas empresas passa, portanto, a ser um diferencial estratégico para enfrentar o ano com mais segurança.

previsibilidade nas empresas

O que “previsibilidade nas empresas” realmente significa

A previsibilidade nas empresas pode ser definida como a capacidade de antecipar eventos futuros e compreender seus impactos no negócio. Isso envolve conhecer profundamente os custos, entender padrões de consumo, projetar receitas e despesas e trabalhar com cenários realistas.

Mais do que prever números exatos, a previsibilidade nas empresas está relacionada à redução de surpresas. Ela permite que gestores planejem investimentos, estabeleçam metas factíveis e tomem decisões com base em dados, e não apenas em reações pontuais ao mercado.

 

Planejamento orçamentário: base para decisões mais seguras

O planejamento orçamentário é uma das principais ferramentas para construir previsibilidade nas empresas. Por meio dele, é possível projetar receitas e despesas, identificar riscos e definem prioridades ao longo do período.

Em um cenário de custos cada vez mais voláteis, contar com um orçamento estruturado permite antecipar desafios e evitar decisões emergenciais. Quando bem executado, o planejamento orçamentário contribui diretamente para a organização financeira e para a sustentabilidade do negócio.

previsibilidade nas empresas

Qual a relação entre planejamento orçamentário e o mercado livre de energia

Com a sanção da Lei nº 15.269/2025, o mercado livre de energia passa por uma das maiores atualizações regulatórias dos últimos anos. A nova legislação estabelece diretrizes para a abertura total do mercado, para a autoprodução, para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e para o armazenamento de energia, redesenhando a estrutura do setor elétrico brasileiro.

Embora a lei traga maior clareza sobre o caminho de expansão do mercado livre, grande parte das regras operacionais ainda depende de regulamentação da ANEEL e do Ministério de Minas e Energia (MME). Por isso, os efeitos práticos serão consolidados de forma gradual, à medida que os atos normativos complementares forem publicados.

Nesse novo contexto, o mercado livre de energia segue sendo um instrumento relevante para o planejamento orçamentário, pois permite que empresas negociem prazo e volume de energia de forma contratual. 

Essa possibilidade contribui para maior previsibilidade nas empresas, desde que as novas regras, como o fim dos descontos na TUSD e na TUST para novos entrantes, sejam corretamente consideradas no orçamento.

 

Etapas do planejamento orçamentário no mercado livre de energia no novo marco regulatório

Ao migrar para o mercado livre de energia, o planejamento orçamentário passa a considerar de forma detalhada os componentes do custo total da energia. Entre os principais pontos estão:

Custo da energia

É o valor negociado diretamente com o fornecedor no mercado livre. Diferente do mercado cativo, esse preço pode ser fixado por contrato, o que facilita projeções financeiras mais confiáveis e o planejamento da margem de lucro.

Custo de distribuição

Mesmo no mercado livre, a distribuição física da energia continua sendo realizada pela concessionária local. A Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) permanece como um custo obrigatório.

Com a Lei nº 15.269/2025, novos consumidores que migrarem deixam de ter direito aos descontos anteriormente aplicados sobre a TUSD e a TUST. Essa mudança impacta diretamente a estrutura de custos de novos entrantes e reforça a importância de incorporar corretamente esse valor no planejamento orçamentário, considerando o perfil de consumo e a região de atendimento.

Encargos do sistema

Além do custo de energia e da distribuição, os encargos setoriais continuam sendo componentes relevantes do custo total. A Lei nº 15.269/2025 estabelece um teto anual para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) a partir de 2027.

Caso esse limite seja ultrapassado, poderá ser acionado o Encargo de Complemento de Recursos (ECR), a ser pago pelos beneficiários dos subsídios vinculados ao excesso. 

Além disso, a nova lei redefine o rateio das cotas da CDE entre os grupos tarifários, o que reforça a necessidade de acompanhar a regulamentação da ANEEL e considerar esses impactos no planejamento orçamentário.

Taxas de gestão

Empresas que contam com uma gestora de energia devem considerar as taxas desse serviço. A gestora atua na representação junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no monitoramento do consumo e na gestão de riscos, contribuindo para contratos mais eficientes e previsíveis.

previsibilidade nas empresas

Previsibilidade na prática: impactos financeiros ao longo do ano

Ao estruturar o planejamento orçamentário com mais previsibilidade, as empresas conseguem tomar decisões mais assertivas ao longo do ano. Isso inclui maior controle do fluxo de caixa, redução de surpresas na fatura de energia e mais segurança para investir ou expandir operações.

Esse nível de controle é especialmente relevante para negócios sujeitos à sazonalidade, nos quais oscilações de demanda podem comprometer resultados quando os custos não são bem planejados.

 

Além do orçamento: previsibilidade como estratégia de negócio

A previsibilidade nas empresas não se limita ao orçamento anual. Ela está diretamente ligada a um plano financeiro mais amplo, que envolve previsão de receitas e despesas, planejamento de investimentos, gestão de riscos e estratégia de capital de giro.

Metodologias como revisão periódica de projeções, construção de cenários múltiplos e integração entre áreas financeiras, operacionais e comerciais contribuem para uma visão mais clara do negócio e para decisões mais alinhadas à realidade do mercado.

previsibilidade nas empresas

Como a Echoenergia contribui para mais previsibilidade ao longo do ano

A sanção da Lei nº 15.269/2025 inaugura uma nova etapa para o setor elétrico brasileiro, tornando o acompanhamento regulatório e o planejamento energético ainda mais estratégicos. As mudanças estruturais exigem atenção contínua das empresas.

Como plataforma de geração e comercialização de energia renovável do Grupo Equatorial, a Echoenergia monitora de forma permanente a evolução regulatória e seus impactos para consumidores de diferentes perfis. Ao unir inteligência de mercado, análise regulatória e conhecimento técnico, a companhia apoia empresas na revisão de seus contratos e no alinhamento do planejamento energético ao novo marco legal.

Nesse cenário, a previsibilidade nas empresas passa a ser construída com base em informação qualificada, estratégia e acompanhamento constante das regras do setor, contribuindo para decisões mais seguras ao longo de 2026 e dos próximos ciclos de crescimento.

Veja como a Echoenergia ajuda empresas a entender, prever e otimizar o consumo de energia ao longo do ano.