

O ano de 2025 acendeu um alerta para gestores, líderes e equipes. O consumo de energia nas empresas mudou de forma perceptível, trazendo novos desafios, aprendizados e a necessidade de decisões mais estratégicas.
Temperaturas mais altas, operações mais longas e novas demandas internas pressionaram o uso de eletricidade e evidenciaram fragilidades que, até então, passavam despercebidas.
Além de ser um tema recorrente em 2025, o consumo de energia nas empresas passou a ocupar um espaço central nas decisões de gestão, orçamento e planejamento estratégico. Custos mais elevados, maior pressão por eficiência e a necessidade de previsibilidade tornaram a energia um fator diretamente ligado à competitividade dos negócios.
Independentemente do porte ou do setor, entender como o consumo de energia nas empresas se comporta ao longo do ano é fundamental para reduzir desperdícios, evitar surpresas financeiras e apoiar decisões mais sustentáveis para 2026 e os próximos anos.
A seguir, você vai entender porque 2025 foi um ano diferente, quais fatores mais impactaram o consumo, os principais aprendizados deixados e o que eles indicam para 2026. Também reunimos ações práticas que podem ser aplicadas desde já.
Boa leitura!
Porque 2025 foi um ano diferente para o consumo de energia nas empresas
De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo de energia elétrica no Brasil aumentou 1,3% no primeiro quadrimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior, com 73.567 MW médios consumidos. Esse avanço já nos primeiros meses do ano indica uma pressão estrutural maior sobre o uso de eletricidade no país.
Esse crescimento foi impulsionado por uma combinação de fatores. As temperaturas acima da média elevaram significativamente a demanda por sistemas de climatização em ambientes corporativos e industriais. Ao mesmo tempo, muitas empresas passaram a operar com rotinas mais intensas e horários mais longos, acompanhando a retomada e a expansão de diferentes setores da economia.
Além disso, novas demandas internas ganharam força com a digitalização dos processos, a ampliação do uso de tecnologias e a expansão de infraestruturas. Esse conjunto de mudanças tornou 2025 um ano atípico e marcou um novo patamar de atenção para a gestão do consumo de energia nas empresas.
Fatores principais que marcaram o consumo de energia nas empresas em 2025
O aumento do consumo de energia nas empresas em 2025 não foi resultado de um evento isolado. Ele refletiu um conjunto de mudanças que passaram a atuar de forma simultânea ao longo do ano. Entender esses fatores é essencial para compreender por que o consumo atingiu patamares elevados.
A seguir, destacamos os principais pontos que influenciaram diretamente esse aumento.
Calor extremo
O ano de 2025 está entre os mais quentes já registrados globalmente. Segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, o ano deverá ser o segundo ou terceiro mais quente já registrado no mundo.
O período também marca os primeiros três anos consecutivos em que a temperatura média global ultrapassou 1,5 °C acima do período pré-industrial, um sinal claro de que eventos climáticos extremos tendem a se tornar mais frequentes.
No Brasil, ondas de calor intensas, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro, elevaram de forma expressiva a demanda por sistemas de refrigeração em empresas, indústrias e serviços.
Ambientes corporativos, centros comerciais, hospitais, indústrias e data centers passaram a depender ainda mais de sistemas de climatização para manter condições adequadas de trabalho e operação. Isso levou o consumo de energia nas empresas a níveis recordes.
Rotinas mais intensas e operação mais longa
Outro fator relevante foi a intensificação das rotinas de trabalho. O crescimento da atividade econômica e a expansão de setores como indústria e serviços levaram muitas empresas a estender seus horários de operação.
A indústria brasileira, por exemplo, registrou em janeiro de 2025 o maior consumo de eletricidade para o mês desde 2004. De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a carga industrial atingiu 15.985 GWh, o maior valor da série histórica.
Esse cenário reforçou que o consumo de energia nas empresas não depende apenas de eficiência tecnológica, mas também de decisões operacionais e estratégicas.
Novas demandas internas e digitalização
A digitalização acelerada das operações também teve papel central no aumento do consumo de energia nas empresas em 2025. Processos que antes dependiam de atividades manuais ou menos intensivas em tecnologia passaram a ser suportados por sistemas digitais, plataformas online e infraestruturas mais robustas.
A ampliação do uso de softwares de gestão, sistemas em nuvem, automação de processos, inteligência de dados e monitoramento em tempo real trouxe ganhos relevantes de produtividade e controle. No entanto, esse avanço veio acompanhado de um aumento contínuo da demanda energética, muitas vezes diluído ao longo do dia e, por isso, menos perceptível.
Ao analisar esses fatores em conjunto, fica claro que o consumo de energia nas empresas é resultado da soma entre clima, comportamento, tecnologia e estratégia operacional. Ignorar qualquer um desses elementos pode comprometer a eficiência energética e ampliar custos de forma silenciosa ao longo do tempo.


Principais aprendizados de 2025 sobre o consumo de energia nas empresas
O cenário vivido em 2025 deixou aprendizados importantes que vão além do aumento pontual do consumo. Ele mostrou que a energia precisa ser tratada como um recurso estratégico.
Em 2025, ficou evidente que monitorar o consumo de energia nas empresas precisa ir além da análise mensal da fatura. A leitura mais frequente dos dados, a identificação de padrões de uso e a compreensão dos horários de maior demanda passaram a ser diferenciais para empresas que buscavam maior controle e previsibilidade.
Climatização intensa
O uso do ar-condicionado deixou de ser um diferencial e passou a ser um elemento essencial para a qualidade de vida e a produtividade. As pessoas passam grande parte de seus dias em ambientes fechados e respiram milhares de litros de ar por dia.
Em muitos setores, a climatização é vital para a conservação de alimentos, medicamentos, funcionamento de hospitais, data centers, indústrias e espaços de grande circulação.
Com as temperaturas elevadas, o uso de sistemas de climatização aumentou significativamente. No entanto, quando operados sem eficiência, esses sistemas se tornam grandes vilões do consumo de energia nas empresas.
Segundo a ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento), o ar-condicionado pode representar entre 30% e 40% do consumo total de energia em edifícios comerciais. Isso reforça um aprendizado central: não basta instalar equipamentos modernos. A forma como eles são utilizados e gerenciados faz toda a diferença.
Horários de operação e picos inesperados
Outro aprendizado importante foi a relação entre consumo e horário de uso. Alterações na rotina operacional geraram picos inesperados de demanda, especialmente em horários de ponta, geralmente entre 17h e 21h.
Esses picos elevam custos de forma desproporcional e aumentam o risco de sobrecarga e falhas elétricas. Eventos sazonais, como períodos de vendas intensas, também contribuíram para esse cenário.
A lição é clara: o custo da energia não depende apenas de quanto se consome, mas de quando se consome. A gestão da demanda passou a ser tão importante quanto a redução do volume total.
Comportamentos internos
O fator humano também tem um peso significativo no consumo de energia nas empresas. Hábitos simples, como manter portas e janelas abertas com o ar-condicionado ligado, reduzem drasticamente a eficiência dos sistemas.
Além disso, equipamentos antigos, iluminação ineficiente e a falta de manutenção preventiva aumentaram o consumo sem que isso seja percebido no dia a dia.
Assim, a manutenção regular mostra-se um investimento com retorno direto, já que equipamentos sujos ou desregulados consomem mais energia para entregar o mesmo desempenho.
O que os aprendizados de 2025 indicam para 2026
Os aprendizados deixados por 2025 mostram que o consumo de energia nas empresas tende a continuar em crescimento em 2026.
A combinação de avanço tecnológico, digitalização e eletrificação dos processos indica que a demanda por eletricidade será cada vez mais relevante para a operação e a competitividade dos negócios.
Outro ponto de atenção são os eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes, que passam a influenciar diretamente a estabilidade do fornecimento e o comportamento do consumo ao longo do ano.
Além disso, a volatilidade dos preços de energia tende a permanecer no radar das empresas. Oscilações de mercado, fatores externos e mudanças regulatórias impactam a previsibilidade financeira, tornando fundamental adotar modelos de gestão que reduzam a exposição a variações inesperadas.
Em 2026, o principal indicativo é claro: empresas que anteciparem cenários, investirem em eficiência e adotarem uma gestão mais estratégica do consumo de energia estarão mais preparadas para enfrentar mudanças, manter a estabilidade operacional e sustentar o crescimento.
Para 2026, a tendência é que o consumo de energia nas empresas seja cada vez mais estratégico. Empresas que tratam a energia apenas como custo tendem a enfrentar maior volatilidade, enquanto aquelas que adotam uma gestão ativa conseguem antecipar cenários, reduzir riscos e melhorar sua eficiência operacional.


Ações simples para reduzir o consumo de energia nas empresas já em janeiro
Mesmo diante de um cenário complexo, existem ações práticas que podem ser implementadas rapidamente. Veja algumas a seguir:
Iluminação
- Aproveite a luz natural sempre que possível, mantendo cortinas e persianas abertas durante o dia.
- Organize os espaços de trabalho para que as áreas mais utilizadas recebam melhor iluminação natural.
- Apague as luzes de salas de reunião, banheiros, copas e outros ambientes quando não estiverem em uso.
- Limpe lâmpadas e luminárias regularmente para garantir melhor desempenho.
- Substitua lâmpadas antigas por modelos LED, que são mais eficientes e duráveis.
Equipamentos eletrônicos
- Desligue computadores, impressoras, carregadores e outros aparelhos da tomada ao final do expediente.
- Evite o uso prolongado do modo stand-by, que continua consumindo energia.
- Ative as configurações de economia de energia nos computadores e monitores.
Climatização (ar-condicionado e ventilação)
- Realize a limpeza e a troca de filtros regularmente para manter o desempenho do equipamento.
- Certifique-se de que portas e janelas estejam fechadas quando o ar-condicionado estiver ligado.
- Utilize ventilação natural ou ventiladores sempre que as condições permitirem, reduzindo a necessidade de refrigeração artificial.
Conscientização e gestão
- Promova campanhas internas para engajar os colaboradores no uso consciente da energia.
- Estabeleça orientações simples e claras sobre boas práticas no dia a dia.
- Acompanhe o consumo de energia para identificar desperdícios e padrões fora do esperado.
- Considere uma revisão básica das instalações elétricas para detectar possíveis perdas ou falhas.
Essas ações, quando aplicadas de forma contínua, ajudam a criar uma cultura de uso consciente e impactam diretamente o consumo de energia nas empresas. Pequenas mudanças de hábito, somadas ao longo do tempo, podem representar reduções significativas no consumo e nos custos operacionais.
Como modelos com previsibilidade otimizam o consumo de energia nas empresas
A previsibilidade passou a ser um dos principais pilares para a gestão eficiente do consumo de energia nas empresas.
Historicamente, a energia apresenta variações que dificultam o planejamento. Alterações tarifárias, bandeiras e flutuações do mercado impactam diretamente o orçamento das empresas. Modelos com previsibilidade surgem justamente para reduzir essa exposição e transformar a energia em um recurso mais administrável.
Soluções baseadas em contratos personalizados permitem alinhar o perfil de consumo da empresa às condições mais adequadas de fornecimento. Ao considerar volume, sazonalidade e horários de uso, esses modelos ajudam a evitar surpresas, principalmente em períodos de maior demanda ou de picos de consumo.
Entre as alternativas disponíveis, contratos como o de Preço Fixo, com valor definido para todo o período contratado, se destacam por oferecer maior estabilidade. Esse tipo de modelo permite que a empresa saiba, com antecedência, quanto irá pagar pela energia, independentemente de oscilações de curto prazo. Com isso, o planejamento financeiro se torna mais claro e a energia deixa de ser um fator de incerteza no orçamento.
Em um contexto de crescimento do consumo e maior complexidade do setor elétrico, adotar modelos com previsibilidade é um passo importante para enfrentar oscilações, reduzir riscos e garantir mais segurança para a operação e o crescimento sustentável das empresas.


Como a Echoenergia apoia empresas na gestão do consumo de energia
A Echoenergia, parte do Grupo Equatorial, é especialista em geração e comercialização de energia renovável. Com 1,8 GW de capacidade instalada, sendo 1,2 GW em parques eólicos e 574 MW em usinas solares, a empresa atua com presença nacional e forte expertise técnica.
Com experiência e presença nacional, ajudamos empresas a transformar a energia em um recurso estratégico.


